Relatórios Construção da caminhada lésbica de 2014

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Relatórios Construção da caminhada lésbica de 2014

Mensagem  gatos de satanás em Sab Set 03, 2016 11:20 pm

1ª reunião - data: 16/06/2014

Entidades que mandaram militantes:

GARRa Feminista
NUH
MML
MMM
Frida kahlo
ANEL
Dce UFMG
Rede Afro LGBT (tem 9 anos, trans ally)
Negras Ativas (pelo que tenho notado não tem acúmulo sobre a questão trans, se motrou amigável às pautas trans mas não tem posicionamento definido)
Levante Popular da Juventude
Secretaria de ? Raciais da regional pampulha (Não ouvi direito gente, desculpa)
Coletivo Pêlas


Assuntos Levantados:

Lei 14660 anti homofobia em estabelecimentos comerciais em MG

Histórico breve da ALEM, parada de 2007 enquanto o CELLOS negociava com a PM para a liberação da parada, as lésbicas da ALEM foram para a linha de frente e puxaram a parada, que saiu

Única caminhada lésbica de MG, intenção de tornar BH referência para outras caminhadas em Minas que venham a surgir

Pesquisar: temas das caminhadas lésbicas de SP e de BH em todos os anos em que foram realizadas

Proposto incluir visibilidade das mulheres trans (caminhada mudaria de nome de Caminhada das Mulheres Lésbicas e Bissexuais para Caminhada Lésbica, Bi e Trans) pelo MML

Questionado a inclusão de trans independentemente de orientação sexual pela Jullinéia da Rede Afro LGBT)

Proposto que o tema seja saúde lésbica

Levantada a questão do estupro corretivo somente pela GARRa

Proposto que o tema seja violência, incluindo violência institucional, como na precariedade do atendimento na saúde da mulher lésbica

Foi criticado o uso do termo "opção sexual" da militante da Rede Afro LGBT pela militante das Negras Ativas

Campanha ponto final

Questionamentos levantados:


No que a inclusão de bi contribui para a visibilidade das lésbicas?

O que é "experiência lésbica"? Bissexuais partilham dela?

Será que lésbicas tão tendo essa visibilidade toda pra emprestar pra outros grupos?

'a gente não perde nada incluindo outros grupos na luta' A GENTE QUEM? EM QUAL LUTA?

AS LÉSBICAS DO MOVIMENTO LÉSBICO PERDEM VISIBILIDADE LÉSBICA

Encaminhamentos:

Próxima reunião: dia 30, 6:30 da tarde no Sinpro (Tupinambás 179, 14º andar)

Reunião para discussão teórica e esgotar o debate da inclusão das pautas bissexuais e trans, incluindo o nome da Caminhada



Comentários:


Precisamos delinear estratégias de combate aos discursos trans em construções lésbicas. Acho crítico nesse momento trabalharmos em estratégias de debate para atacar os argumentos das transallies, que são sempre mal embasados, porém amplamente aceitos. Durante a reunião, eu usei de algumas que queria compartilhar:

1) No momento em que o MML pautou a inclusão das mulheres trans, eu levantei a crítica da Identidade de Gênero vs Orientação Sexual, apontei que a não inclusão é uma demanda das próprias trans. Deixei bem claro que não concordava com o conceito de "identidade de gênero", mas ainda assim coloquei essa crítica. Isso bastou pra criar um dissenso que pode ter barrado a inclusão dos trans no nome da Caminhada. A minha sugestão aqui é empregar essa estratégia de apresentar pontos de dissenso dentro do movimento trans conforme nos favoreçam.

2) Eu gostaria de levar relatos de trans que discordam do movimento "transfeminista". Pensei em fazer um zine para visibilizar a voz de transmulheres que são homens hétero e dizem que não são lésbicas, alguns relatos de mulheres lésbicas que desistiram de transicionar ou destransicionaram e relatos de familiares de trans que criticam a política que faz apologia a automutilação por proxy, por que sabemos que só a voz das mulheres feministas radicais não vai bastar pra embasar as nossas críticas, e nesse momento acho estratégico usar esses relatos pra causar dissenso e tensão entre transallies (nessa reunião não tinha nenhuma pessoa trans).

3) O silêncio como estratégia: eu não critiquei nem a favor nem contra a inclusão de homens heterossexuais "translésbicas" pra não criar animosidade contra a minha pessoa ou a figura do coletivo. Simplesmente não falei nada. Infelizmente não considero que tenhamos qualquer capital político para bater de frente com os discursos trans de imediato, pois estaríamos indo contra Rede Afro LGBT, MML e independentes liberais influenciadas pelo transativismo de internet. O caminho, na minha opinião, é trabalhar a longo prazo levando lesbofeminismo aos espaços lésbicos e apontar as contradições do discurso transativista pelas margens: mostrar como não faz sentido em pontos como "transnegro" e outros assuntos difíceis de justificar.

4) Fomentar transcrítica velada, inserir nas discussões os assuntos de socialização feminina e masculina, shared girlhood (infância feminina compartilhada), a relação das lésbicas com o corpo feminino e ir trabalhando e fortalecendo esses discursos radicais sem mencionar o assunto trans para abrir caminho para a transcrítica aberta no futuro.

Pstu: estratégia do partido para enfraquecer movimentos lésbicos e feministas

As militantes do partido insistiam o tempo todo em incluir outras minorias na construção e dar visibilidade a elas no Dia da Visibilidade Lésbica. Repetiam diversas vezes que "a gente não perde nada incluindo outros grupos oprimidos na luta". Eu entendo que por "a gente" elas querem dizer o partido, e "a luta", o socialismo. Levar essas pautas para o movimento lésbico é uma violência, é lesbofóbico e visa enfraquecer a organização de lésbicas. Precisamos criar estratégias para combater esse tipo de desvirtuamento da luta, de despolitização do movimento lésbico.
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DATA: 2/07/2014

Mensagem  gatos de satanás em Sab Set 03, 2016 11:21 pm

Relatório 2ª reunião:

Entidades presentes:

MMM
MML/ANEL/Frida Kahlo/PSTU/MOOCAH
Rede Afro LGBT
Rede Feminista de Saúde
Coletivo Pêlas/Suspirin
NUH
GARRa
[acho que to esquecendo de algumas, se alguém puder completar pfvr]

Antes da reunião começar, depois de mudarmos pro segundo andar e voltarmos por causa do barulho, um homem chegou e sentou na roda. A Bia (Coletivo Pêlas) e a Thaís (GARRa) questionaram a presença dele, o PSTU defendeu que ele ficasse. Pedimos pra ele se apresentar. Ele falou que era gay, tava passando por BH e aprendendo com os movimentos sociais, o MST etc. Ele pediu desculpas pelo incômodo e saiu de boa vontade, entendeu que era mais importante as mulheres estarem confortáveis do que ele estar presente antes mesmo de nós falarmos com ele. PSTU fez toda uma fala sobre como nós precisamos agregar e dialogar e que ele deveria ter ficado. Chegou a ser hostil com as mulheres para defender que ele ficasse, e mesmo depois de ter ido avaliou que era uma perda ele ter saído. Maria (Pêlas) falou que achava muito preocupante um espaço que se reivindica feminista entender que é uma perda quando um homem vai embora do espaço. TODAS AS MULHERES menos as do PSTU queriam que ele saísse.

Pontos levantados:

PSTU levantou de novo a questão da visibilidade TRANS como pauta pro dia de visibilidade LÉSBICA

NINGUÉM concordou além do próprio PSTU

PSTU meio que chamou geral (porém olhando pra gente) de transfóbica e disse que o espaço era "muito opressor" por que uma "mulher trans" (o Felipe) estava ali e nem foi notada (esperavam que a gente fizesse o que, parasse a reunião pra receber o macho que chegou atrasado e já fazendo drama e ficou circulando pra chamar a atenção?) e não se sentia confortável pra sentar na roda.

Foram colocadas as propostas de nome da última reunião:

1 Caminhada Lésbica (GARRa)
2 Caminhada das Mulheres que Amam Mulheres (GARRa) - prontamente descartada, nem mesmo discutida
2 Caminhada das Lésbicas e Bissexuais (Rede Afro LGBT, independentes)
3 Caminhada das Lésbicas, Bissexuais e Trans (PSTU)
4 Caminhada das Lésbicas, Bissexuais e Translésbicas e Transbissexuais (Rede Afro LGBT, que deixou claro que entre a 3 e a 4 preferiria a 4, mas que considerava a 2 a mais adequada)

PSTU fez todo um drama sobre como as trans são oprimidas e a gente não pode excluir do nosso movimento.

Ficou decidido pela proposta 2.

Como ficamos pra sempre falando de trans, não deu tempo de discutir lesbianidade pra poder decidir o eixo temático. Ficou pra próxima reunião.
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