Esboço Estatuto - Militantes

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Esboço Estatuto - Militantes

Mensagem  ailuj em Qui Out 20, 2016 12:59 pm

Condutas:

  • Posturas racistas, lesbofóbicas, e qualquer preconceitos de modo geral não são tolerados;
  • Não é preciso ser vegano, mas posturas anti-veganas não serão tolerada;
  • Não agir em nome da coletiva sem debate anterior;
  • Discordâncias e desavenças devem ser discutidas internamente, e não conversar sobre isso com não membras e mulheres do grupo de apoio.
  • Na internet evitar entrar em discussões infrutíferas, evitar agressividade contra mulheres.
  • Debater sobre transexulidade na internet pode colocar a coletiva em risco, cuidado.


Métodos:

  • Organização das reuniões:

Somente núcleo: reunião semanal;
Núcleo + militantes: reunião quinzenal;

  • Organização mensal - todos os sabados:

Semana 1: reunião exclusiva do núcleo.
Semana 2: reunião exclusiva do núcleo (de menor duração antes da reunião ampla), em seguida reunião com militantes.
Semana 3: reunião exclusiva do núcleo (de menor duração antes da reunião ampla), em seguida reunião aberta para militantes e circulo de apoio.
Semana 4: reunião exclusiva do núcleo (de menor duração antes da reunião ampla), em seguida reunião com militantes.

- Atrasos de reunião ordinária com 30 min de tolerância, após isso começaremos a reunião
- Levar lanches em todas as reuniões.
- Rotacionar o local de reunião;
- Em todas as reuniões (núcleo, núcleo + militantes e reuniões abertas) deverá ser feita uma Ata no padrão da coletiva e publicada no fórum. A ata de reuniões abertas será enviada por email para as apoiadoras.
- Todas as decisões são tomadas por consenso.

Organização das comissões: (Comunicação, acolhimento e finanças.)
- Comissão de acolhimento pode ter ajuda de apoiadoras.
- Comunicação: membras do núcleo e militantes podem participar.
- Finanças: somente membras do núcleo podem participar.

Sobre ações:
A pessoa que propõe uma ação fica responsável pelo seu planejamento, execução e avaliação, e também por acompanhar os impactos futuros da ação. A ação não será feita sozinha, mas precisa de organização.

Reuniões externas:
- Durante reuniões externas evitar atrasos com mais de 30 minutos.
- Durante reuniões externas tensas levar material para aliviar a tensão de discussão (comida, brinquedinhos, gatinhos, sugerir ser num lugar mais neutro).
- Sentar sempre próximas umas às outras nas reuniões, para articulações e segurança.
- Avisar com antecedência (preferencialmente até no dia anterior) a presença ou ausências em reuniões.
- Participar sempre em dupla (ou mais) e reuniões com homem e transexuais.
- Em reuniões externas e participações em eventos é indispensável um relatório para a coletiva (feito por militantes ou núcleo, para complementar o relatório oficial), que deverá ser publicada no fórum.

Canais de comunicação:
O canal de comunicação primário é o fórum (ensaiolucidez.forumeiros.com), onde são definidas as reuniões, publicadas as atas e demais informes, além de todo o material necessário para a formação e atuação das militantes. O canal secundário é o email (garra-feminista@googlegroups.com), que deve ser usado para o contato com as apoiadoras e militantes quando houver necessidade e algum impedimento no acesso ao fórum. A ata da reunião aberta deve ser enviada por email para as apoiadoras.
Em ultimo nível há a comunicação em redes sociais ou messengers (whatsapp ou telegram), para pequenos avisos e lembretes (atrasos e lembrete de lanche ou material para tarefa, por exemplo), além da conversa informal. Só é permitido o uso de um grupo para essa comunicação e a rede utilizada será definida de acordo com a possibilidade de acesso da maioria.

Inclusão de novas membras:
Como apoiadoras: Mulheres que conhecemos durante a militância e trabalho de base podem ser convidadas a atuarem com apoio da coletiva, explicitando que não há ligação direta com a GARRa de forma que se considerem membras ou possam representá-la. As mulheres convidadas ou que se aproximam da coletiva por conta própria já devem apresentar postura feminista e alinhamento ao feminismo radical (ainda que não seja completo ou aprofundado), devem também fazer parte do círculo de confiança das membras da coletiva.
- O que constitui o corpo de apoiadoras da GARRa são mulheres interessadas na militância feminista radical com objetivo final de efetivar a libertação feminina. Esse interesse pode ser de participar da coletiva com comprometimento completo, como Militante GARRa, e a partir de sua participação e formação como apoiadora será aceita no círculo de militante com novas funções e com a possibilidade de representar a coletiva; O interesse pode ser também de participar da militância de forma parcial, de acordo com a disponibilidade de tempo para que possa se dedicar a tais questões.
- Para a formação básica de apoiadora indicamos duas leituras: a carta de princípios da coletiva e um texto introdutório sobre feminismo radical (---------), no caso da mulher já possuir tal conhecimento básico, adicionamos outro texto considerado essencial para a atuação política de forma geral e/ou atuação feminista.
----------------------------------------------
Como militantes: Somente serão efetivadas como militantes as apoiadoras que passarem pela formação inicial, o período de aprovação mínimo (com possibilidade de expansão) e a formação específica de militante GARRa.
- Para se tornarem militantes as apoiadoras passarão por um período probatório de DOIS meses (com a possibilidade de aumentar o periodo avaliativo, caso não tenham sido realizadas tarefas e atividades suficientes para observar a postura da mulher em questão. Não existe a possibilidade de reduzir o tempo de avaliação.) em que serão avaliadas quanto ao:
I- Envolvimento em atividades da coletiva;
II- Assiduidade em reuniões;
III- Ausência de atrasos;
IV- Responsabilidade em geral;
V- Disciplica;
VI- Interesse em crescimento político e pessoal;
VII- Compromisso político;
VIII- Postura feminista;
IX- Confiança mútua;
X- Alinhamento político.

A observação desses itens será realizada por militantes e núcleo da coletiva, e no final do período será feita a análise que define se a participação dessa apoiadora como militante será aceita ou não (pode-se definir que a mulher continue no processo de avaliação com data estipulada ou que se mantenha como apoiadora por período indeterminado.)
- Após a avaliação das militantes seu parecer deve ser encaminhado ao núcleo da coletiva, que deliberará sobre a efetivação da mulher como militante e se essa entrada será imediata ou a partir de um período extra a ser definido (exemplo: após a realização de um encontro estadual ou nacional, participação de algum evento específico em que já estão listadas todas as militantes, ou após a realização de uma ação em que todas as funções já foram definidas e a introdução de uma nova membra pode desestruturar.)
- Para a definição da data em que a mulher passa então a ser Militante GARRa é necessária a realização de uma formação teórica aplicada por uma militante ou membra do núcleo. Os textos apresentados serão:
a) o estatuto da coletiva;
b) um texto aprofundado de teoria feminista radical;
c) um texto aprofundado sobre a militância e a atuação em movimentos sociais/grupos feministas.

--------------------------------------
Como núcleo: Da mesma forma que se dá a transição de apoiadora a militante, há um período mínimo de avaliação e uma formação indispensável para a transição de militante para núcleo.
- O período mínimo de avaliação de militante que comunica o interesse de se tornar núcleo (não será feito o convite, parte do interesse e disponibilidade da militante, que já conhece as demandas do núcleo a partir da leitura do estatuto e participação nas reuniões) é de SEIS meses (com a possibilidade de aumentar o período, mas não existe a possibilidade de reduzir o tempo de avaliação.)
- As demais militantes também participam da avaliação da mulher que se propôs a fazer parte do núcleo, o parecer deve ser encaminhado ao núcleo da coletiva, que deliberará sobre a introdução da militante no círculo.  Há também a deliberação quanto ao momento da entrada, se será imediata ou a partir de um período extra a ser definido.
A formação téorica deverá ser realizada por umas das membras do núcleo com os seguintes textos:
a) o estatuto da coletiva; (com edição comentada e conversa sobre atribuições extras)
b) um texto aprofundado de teoria feminista radical;
c) um texto aprofundado sobre o histórico da GARRa Feminista e de sua atuação desde a fundação;
d) texto e discussão sobre as demandas na organização de um grupo feminista; o sistema de círculos e a atuação estadual e nacional;





(obs: vou postar separada a parte especifica de militante)
avatar
ailuj
Admin

Mensagens : 22
Data de inscrição : 06/06/2016
Idade : 21

http://www.letmebreakhearts.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Estatuto - Militante

Mensagem  ailuj em Qui Out 20, 2016 2:25 pm

Definição: Definimos como Militante GARRa Feminista mulheres (fêmeas humanas) de alinhamento político feminista radical, que após o processo de formação inicial como apoiadora e militante, tornaram-se parte da coletiva. São mulheres pertencentes a qualquer uma das classes, etnias e de qualquer sexualidade, que se comprometem a militar com objetivo de realizar a revolução e libertação feminina.
Militantes GARRa devem ser, indispensavelmente:
- anti-racista;
- anti-fascista;
- anti-especista;
- anti homofobia e lesbofobia;
(itens do estatuto escritos pela Alessandra)
- Devem buscar sempre a compreensão das facetas da opressão que recaem sobre todas as mulheres (fazendo os recortes necessários).
- Devem buscar se nortearem sempre pelo princípio da sororidade, trabalhando a questão da empatia em face de outras mulheres e serem solidárias a pessoas vulneráveis (crianças, idosos, doentes, minorias).
- Devem trabalhar problemáticas desenvolvidas através da socialização feminina, buscando a superação de mecanismos opressivos que impedem nossa união e luta enquanto mulheres.

Formação:
A formação teórica será realizada por uma ou duas militantes (ou membras do núcleo) em um encontro fora do tempo de reunião (que será combinado de acordo com a disponibilidade das membras envolvidas, em local seguro a ser definido. Trata-se de um encontro secreto e só participam a militante em formação e as militantes já efetivas que oferecem a instrução) feita com os textos listados:
a) o estatuto da coletiva;
b) um texto aprofundado de teoria feminista radical;
c) um texto aprofundado sobre a militância e a atuação em movimentos sociais/grupos feministas.

Atuação: Cabe a militante participar de todas as atividades organizadas pela coletiva e as demais em que são deliberadas em reunião que é necessário e/ou vantajoso participar:
  • De caráter interno:
I. Realização de pedágios e outras formas de arrecadação de dinheiro para a coletiva;
II. Participação das reuniões e discussões ali propostas;
III. Realização de tarefas das comissões das quais faz parte;
IV.Apoio em tarefas de outras comissões quando houver demanda;
V. Proposição de ações, formações teóricas e práticas e eventos;
VI. Repasses sobre situações e organizações políticas diversas quando houver a demanda;

  • De caráter externo:

I. Realização de pedágios para arrecadação de dinheiro para outras entidades e frentes;
II. Ações diretas;
III. Participação de Eventos (como ouvinte ou expondo idéias previamente discutidas pela coletiva);
IV. Atos.


Comissões: a militante GARRa pode participar das seguintes comissões: comunicação e acolhimento.
- Não é obrigatória a participação em nenhuma das comissão, a própria militante avalia de acordo com seu interesse e disponibilidade se deve ou não fazer parte.
- É encorajado que todas as militantes participem de alguma comissão, mesmo que sem habilidades específicas num primeiro momento (exemplo: edição de imagens e vídeos para participar da comissão de comunicação), pois tais habilidades podem ser desenvolvidas na realização de tarefas diversas e com o apoio das demais militantes da comissão. Há ainda uma divisão de tarefas específica de cada comissão, de forma que todas as membras possam realizar o que é necessário sem sobrecarga e de acordo com suas pré disposições e habilidades.
- Cada comissão possui seus métodos definidos em uma carta específica, no momento da entrada da nova militante esse material é apresentado e discutido, além de estar sempre disponível para consulta no fórum.
- A não realização de tarefas da comissão pode resultar em medidas de sanções para a militante.

Representação: A militante representa a coletiva em todos os espaços e pode falar em nome da GARRa Feminista.
- Tudo o que é dito em nome da coletiva deve ser discutido previamente. Os espaços e eventos em que a militante deve ou não se apresentar e expor ideias como GARRa serão previamente avaliados (considerando questões de segurança e alinhamento político).
- É indispensável que a militante mantenha a postura feminista radical e siga as condutas apresentadas no estatuto da coletiva em todos os momentos;
- Tudo o que é dito e a postura da militante serão avaliados em momento pertinente nas reuniões e é passível de sanção/ ser repreendida por ações que contrariam o que foi definido pela coletiva.

Trabalho de Base: Como parte da GARRa Feminista a militante participa de eventos e circula em espaços com mulheres de diferentes classes, etnias, sexualidades e alinhamentos políticos - todas essas mulheres são afetadas pelo patriarcado e fazem parte de nosso projeto revolucionário, e dessa forma, como companheiras de classe, merecem atenção e respeito.
- Cabe a militante se portar de acordo com a postura feminista radical e estabelecer exemplos.
- O princípio norteador do feminismo e da coletiva é a sororidade, todas as mulheres são respeitadas e tratadas com empatia.
- Hostilidade com outra mulher nunca é justificável, independente de discordancias politicas;
- A militante GARRa deve sempre ter em mente que toda mulher pode vir a ser feminista e feminista radical com a devida preparação teórica.
- É importante apresentar o ponto de vista da coletiva e do feminismo radical como um todo durante a participação de eventos com tematicas especificas, atos politicos e momentos de confraternização.


Reuniões: É obrigatória a participação das reuniões da coletiva, que acontecem quinzenalmente. A ausência deve ser avisada e justificada com antecedência.
Nas reuniões, é indispensável que a militante participe da seguinte forma:
- Leia e participe das discussões teóricas que foram previamente definidas;
- Apresente repasses e relatórios quando houver;
- Participe de todas as deliberações, trata-se de uma coletiva horizontal e as decisões são feitas por consenso.
- Apresente discordâncias quando houver;
- Faça a sugestão de novas formações teóricas ou práticas, da criação ou participação de eventos externos e de ações diretas;
- Respeite o momento de fala e a opinião das companheiras militantes;
- Não utilize o celular durante o período da reunião;
- Não fume fora dos espaços e intervalos definidos para esse fim;

Sanções
(...)
Desligamento:
(...)
avatar
ailuj
Admin

Mensagens : 22
Data de inscrição : 06/06/2016
Idade : 21

http://www.letmebreakhearts.tumblr.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum